Ansiedade na hora de dormir? Veja 5 passos para melhorar o sono

18 de outubro de 2025
ansiedade na hora de dormir

Para muitas pessoas, a ansiedade na hora de dormir torna o momento de deitar-se uma verdadeira batalha. O silêncio da noite, que deveria ser tranquilizador, intensifica as inquietações.

Essa vivência é a marca de um ciclo vicioso que impacta milhões de pessoas: a conexão íntima e prejudicial entre a ansiedade e a falta de sono.

Sousa et al. (2021) indicam que jovens com transtornos de ansiedade apresentam alta prevalência de insônia e alterações na arquitetura do sono.

A ansiedade na hora de dormir torna o processo de adormecer mais difícil, e a privação de sono, por outro lado, eleva significativamente os níveis de ansiedade no dia seguinte.

AVISO LEGAL: As informações contidas neste artigo são apenas para fins informativos e não substituem o conselho médico profissional.

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Ansiedade na hora de dormir: ligação entre ciência e comportamento

Sem recorrer a termos complexos, pense que seu cérebro possui duas partes fundamentais nessa narrativa: um “pedal de alarme” e um “freio da razão”.

A amígdala é a região responsável pelo pedal de alarme. É responsável por desencadear as reações de luta ou fuga, mantendo-nos em estado de alerta.

O freio da razão é o córtex pré-frontal, responsável pelo pensamento lógico, pela tomada de decisões e por acalmar o pedal de alarme, dizendo: “Calma, está tudo bem, não há perigo real”.

A ciência descobriu que uma única noite de sono ruim já é o bastante para desregular esse sistema.

Estudos de neuroimagem revelam que a privação do sono desregula o sistema límbico e reduz a modulação do córtex pré-frontal, aumentando a ansiedade (Ben Simon et al., 2020)

A privação de sono torna o “pedal de alarme” (amígdala) altamente sensível, fazendo com que ele seja acionado por qualquer pequena coisa. Simultaneamente, a conexão entre ele e o “freio da razão” (córtex pré-frontal) se torna mais fraca.

Na prática, isso quer dizer que você responde de maneira muito mais intensa e emocional a circunstâncias que, em geral, não o afetariam.

Por exemplo, uma crítica no trabalho, um pequeno contratempo no trânsito ou uma preocupação com as finanças podem se tornar gatilhos para uma crise de ansiedade.

Comportamentalmente, o ciclo se perpetua. Você começa a associar sua cama e seu quarto a um lugar de estresse e frustração. O medo de “não conseguir dormir” se torna a principal causa da insônia. Esse medo intensifica a ansiedade, que, consequentemente, causa insônia.

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Impactos físicos e mentais da ansiedade na hora de dormir

Quando o ciclo se torna crônico, os sinais vão muito além da fadiga. Veja se consegue identificar alguns deles:

Na mente:

  • Irritabilidade e explosões emocionais.
  • Dificuldades de concentração e memória.
  • Sensação persistente de “névoa mental”.
  • Pensamentos catastróficos, sempre prevendo o pior.
  • Desmotivação.

No corpo:

  • Tensão muscular constante, especialmente na região dos ombros e pescoço.
  • Dores de cabeça.
  • Problemas digestivos, como azia ou síndrome do intestino irritável.
  • Sistema imunológico debilitado, levando a resfriados e infecções frequentes.
  • Cansaço intenso.

3 práticas de como superar a ansiedade na hora de dormir

1. Estabeleça um ritual de desaceleração

  • Diminua as luzes

Saiba os 7 chás para estresse e ansiedade que realmente funcionam e como preparar

2. Use a alimentação a seu favor

  • Inclua no magnésio: atua como um relaxante natural para o sistema nervoso. Adicione alimentos como folhas verdes escuras, banana, abacate e sementes de abóbora.
  • Evite estimulantes: Além do café, fique atento à cafeína presente em chás (como o chá preto e o verde) e refrigerantes. Evite também o álcool. Embora ele possa induzir sonolência inicialmente, ele fragmenta o sono na segunda metade da noite.
  • Alimentação leve: refeições pesadas e gordurosas demandam muito do sistema digestivo, o que pode interferir no descanso. Escolha uma refeição leve e saudável, no mínimo, duas horas antes de dormir.

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3. Reformule como se relaciona com o quarto

  • Evite trabalhar na cama: não leve o notebook para o quarto nem responda e-mails de trabalho nesse ambiente. Seu cérebro precisa associar aquele espaço ao relaxamento, não à produtividade e ao estresse.
  • Se não conseguir dormir, levante-se: ficar deitado na cama por mais de 20 minutos só intensifica a frustração. Levante-se, vá para outro cômodo, leia algo leve sob uma luz fraca e só volte para a cama quando o sono chegar. Isso contribui para eliminar a ligação negativa entre “cama” e “ansiedade”.

Compreender a conexão entre ansiedade na hora de dormir é essencial. É um processo biológico e comportamental ajustável, não uma falha pessoal.

Cartão-educativo de perguntas e respostas práticas para saber:

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Referências

Pires, G. N., Tufik, S., & Andersen, M. L. (2012). “Relação entre privação de sono e ansiedade na pesquisa clínica e experimental”. Uma revisão que destaca a relação fisiológica e comportamental entre sono e ansiedade, incluindo impacto no sono REM.scielo

Sousa, A. C. et al. (2021). Revisão sobre prevalência e impacto da insignia em jovens com transtornos de ansiedade generalizada (TAG), mostrando a associação de problemas de sono com a ansiedade.rdsjournal

Ford DE, Kamerow MD. Epidemiologic study of sleep disturbances and psychiatric disorders. JAMA 2019, 262: 1479–1484.

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autor maycon barbosa saúde de casa

Acadêmico de medicina. Qualificação profissional em Fitoterapia. Curso em Jornalismo Digital. Criador de conteúdo sobre informações educativas para o cuidado da saúde e o bem-estar doméstico.

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